No Israel de Deus, passado e presente, é comum que o povo expresse os seus sentimentos através das artes, sendo a dança um grande instrumento de comunicação. Portanto, a dança nunca foi algo escandaloso para o povo de Israel, nem mesmo para os outros povos do médio e extremo oriente. Este movimento não é nenhuma novidade e sempre fez parte das comemorações cristãs.
O preconceito em relação à dança é um problema cultural. Ao longo dos anos, alguns valores foram deturpados. Como por exemplo, a questão do homem dançar estar associada à sua sexualidade.
Há organizações tribais, como os índios e os aborígenes, em que só eles podem dançar. Já na Bíblia, observamos que os hebreus dançavam, sem distinção de sexo. A ideia do corpo ligada ao pecado e os géneros que trouxeram vulgaridade também contribuíram para esta aversão aos movimentos.
Na Igreja do Espírito Santo, estamos vivendo uma transformação a partir do testemunho de vida dos adoradores. Antes de sermos bailarinos, músicos ou cantores, somos vasos santos, ministros e sacerdotes. Logo, temos a responsabilidade de sermos um referencial da glória de Deus.
Nos dias de hoje o temperamento artístico tem cegado muitos músicos, dançarinos e demais artistas cristãos. O resultado é insubmissão, rebeldia, sensualidade, mentira, e outras coisas mais. Se as artes estão sendo restauradas por Deus, os artistas também precisam de o ser.
Os grupos de coreografia têm invadido as igrejas e daí surge um questionamento:
Qual é o propósito deste trabalho? Qual o seu significado na adoração?
A música, a dança e o canto fazem parte de uma totalidade que denominamos como Tabernáculo da Adoração. Cada uma destas linguagens tem um significado:
Na música é a sonoridade, a harmonia dos instrumentos.
No cântico, são as palavras que pronunciamos.
Na dança, é a imagem, o movimento.
Toda a arte tem a mesma importância, mas só tem valor se salvar, curar, restaurar e edificar. E no caso da dança, a unção vem pelo movimento. Não se trata de um adorno para enfeitar o púlpito da igreja.
A verdadeira adoração é contagiante. Quando uma pessoa está adorando verdadeiramente com danças, pode influenciar as pessoas que estão assistindo de modo a que estas comecem a adorar também. Já presenciamos situações como estas.
O nosso grupo de dança Essência, tem experimentado um mover do Espírito Santo de Deus, muitas vidas tem sido tocadas de uma forma maravilhosa, cremos que tudo acontece porque o Espírito Santo não tem barreiras para trabalhar na vida da Igreja, quando Ele está presente num ministério, então aí iremos ver a Sua manifestação através de pessoas curadas, libertas e restauradas.
Ministração
A ministração pode ser feita de duas maneiras. Através da dança pré-estabelecida (ensaiada) e a espontânea (o Espírito de Deus guia-nos na adoração), que pode ser comparada à música (louvor). Nós cantamos uma canção ensaiada ou ministramos com cânticos espirituais.
Nas artes chamam de improvisação, mas nós cremos na inspiração do Espírito Santo. Para nós existe liberdade para que os dois se manifestem, assim como acontece no louvor.
É Ele (Espírito Santo) quem nos conduz a uma dança profética. Na dança profética, nós temos o compromisso de ministrar ao povo, e de levar a igreja à adoração. Onde o Espírito de Deus irá mover-se de uma forma maravilhosa.
A adoração é uma atitude interior e não exterior. Este acto pode ser completo sem a dança, sem a música e sem o canto. Estas expressões são veículos de louvor a Deus.
Não podemos usar estes meios como fórmulas para se chegar ao altar do Senhor. Mas também não podemos restringir a dança a apresentações, a não ser que sejam uma peça ou um ensino para a igreja.
Se entendermos a dança como parte do louvor, poderemos usá-la com mais sabedoria para atravessar o Santo dos Santos.
Ninguém é mais espiritual por usar uma ou outra linguagem. Utilizamos tudo o que temos para ser um daqueles adoradores que o Pai está á procura.
Temos que viver em novidades de cânticos, movimentos e palavras, mas sempre conduzidos pelo Espírito Santo.
Sem Ele nada podemos fazer, sabemos que cada movimento, pensamento, sentimento e entrega é para Jesus o nosso amado Senhor.

