1 - Amor a Deus
«Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento.» Mateus 22.37
A nossa condição de servos obriga-nos a sermos desprovidos de vontade própria e sujeitos ao domínio integral do Senhor Deus, à direcção do Espírito Santo.
Isto significa que primeiro está a vontade de Deus e em segundo plano e em conformidade com os princípios divinos, o nosso querer.
Esta condição é tão real, que o próprio Jesus, quando homem, submeteu-se por completo aos desígnios do Pai, a direcção da Sua vida estava sujeita à vontade do Pai.
Ele disse: «Pai, se queres, afasta de mim este cálice de sofrimento! Porém que não seja feito o que eu quero, mas o que tu queres.» Lucas 22:42
Esta sujeição incondicional era fruto do grande amor do Senhor Jesus, primeiro para com o Todo Poderoso e também pela humanidade que caminha a passos largos em direcção à perdição eterna.
2 - Temor a Deus – Coração sábio
«Para ser sábio, é preciso primeiro temer a Deus, o Senhor. Ele dá compreensão aos que obedecem aos seus mandamentos.
Temor a Deus significa que devemos possuir sentimento de reverência e respeito, ao contrário do que pensam alguns, ao associar o temor ao medo.
É inconcebível que vidas impuras, desprovidas de santidade possam tomar lugar no desempenho da obra do Senhor.
A falta do temor abre brechas através das quais, o maligno infiltra-se e as obras da carne ganham espaço. As pessoas que deveriam ser adoradores tornam-se em «dançarinos», ávidos pelos elogios, sentem prazer quando são glorificados por fazerem bem as coreografias.
Como é que podem aceitar ser elogiados por outros e não tentam conseguir os elogios que somente o único Deus pode dar?
«Se Eu elogiasse a mim mesmo, os meus elogios não valeriam nada. Quem me elogia é o meu Pai…» João 5:41
Movido pelo amor e temor, Jesus despiu-se da glória celeste, colocando-se apenas como instrumento nas mãos de Deus, para ser útil ao Reino, Ele dispensou os elogios, repare: «Eu não procuro ser elogiado pelas pessoas.» João 5:41
3 - Santos e Puros
«Paulo, servo de Jesus Cristo, chamado para ser apóstolo, separado para o evangelho de Deus.» Romanos 1:1
Ao exemplo de Paulo, somos chamados para fazermos a obra do Senhor Deus, em diversas áreas no Reino. Separados para a honra e glória do Senhor e conscientes desta condição é necessário que haja uma mudança na nossa forma de viver, mudança esta que é definida pelo próprio Deus, na escritura.
Fomos chamados pelo Espírito Santo para integrar o ministério de dança? Louvor? Pregação da Palavra? Líder na igreja? Oh graças a Deus! Somos bem-aventurados.
O mandamento é que sejamos Santos, pois a santidade proporciona-nos a oportunidade de comungarmos das mesmas ideias do Senhor e termos uma intimidade profunda com Ele.
Quando isto é uma realidade, a nossa alegria é glorificá-lo com os nossos actos.
As obras da carne: «...a imoralidade sexual, a impureza, as acções indecentes, a adoração de ídolos, as feitiçarias, as inimizades, as brigas, as ciumeiras, os acessos de raiva, a ambição egoísta, a desunião, as divisões, as invejas, as bebedeiras, as farras e outras coisas parecidas com essas...» Gálatas 5:19-21, tornam-se inexistentes na vida que procura ser santa e pura para Deus.
Somos ungidos para adorar através da dança?
Façamos isso com perfeição, com satisfação e com todas as nossas forças, para que o Senhor veja e aprove, recebendo como aroma suave a nossa adoração.
Não vamos permitir que a carne sobressaia e principalmente não tomemos a glória do Senhor para nós.

